segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Ser professor no contexto atual...refletindo a partir de filmes

Pensar no Ser professor no contexto atual a partir das seções de cinema que participamos, foi à tarefa proposta pela disciplina Seminário Integrador, dentre as sugestões de filmes, assisti Nascidos em Bordéis (2004), O Sorriso de Monalisa (2003) e Leões e Cordeiros (2007). Além de um recurso didático positivo, os filmes foram prazerosos, “cutucaram” algumas de nossas práticas pedagógicas e sugeriram possibilidades de trabalho.

Acredito que os três filmes em sua essência possibilitem interessantes reflexões sobre as sementes produzidas, lançadas e cultivadas por nós professores. Refletir sobre o ser professor no contexto atual é um importante e necessário procedimento, acredito que só dessa forma as inúmeras dificuldades e problemas enfrentados dentro do ambiente escolar serão resolvidos ou, melhor amenizados. Não dá para cruzar os braços diante da realidade que encontramos em nossas escolas. Os leões estão rugindo e os cordeiros balindo... e não é apenas com o sorriso da Monalisa que seus anseios serão acalmados, “Não é no silêncio que os seres humanos se fazem, mas na palavra, no trabalho, na ação-reflexão”. (Freire, 1980)

Professores são semeadores. Lançam sementes diariamente nos mais diversos terrenos, férteis ou não. Uns as receberão e logo produziram frutos... outros precisarão de mais tempo, de maior cuidado... e algumas sementes se perderão pelo caminho e só o tempo poderá dizer que futuro terão. Mas o mais importante não é o terreno, mas sim o tipo de semente que está sendo lançada, que tipo de frutos se querem produzir e de que forma essas sementes são cultivadas. E “Só a esperança no futuro pode sustentar-nos nas adversidades que encontramos inevitavelmente.” (Bruno Bettelheim,2003)


terça-feira, 14 de julho de 2009

Como ser professor no contexto atual ?? Eis a questão


A educação, como processo de ensino e aprendizagem, é uma realidade que está em constantes transformações e evoluções. Pensar e repensar a prática pedagógica, torna-se imprescindível diante de tal situação, deve se tornar motivo constante de debates e de aprimoramento permanente de seus profissionais.
Apropriar-se dos estudos realizados por pensadores da área da educação, pode nos auxiliar com sucesso na formação do profissional que queremos ser, nas nossas práticas e condutas pedagógicas. Desta forma destaco algumas idéias que a meu ver são extremamente necessárias aos profissionais da educação, conscientes de seu papel de formadores de cidadões críticos e participativos, inseridos em um mundo em constantes transformações. Vamos lá...
1-Jean Piaget destaca em suas idéias que o conhecimento é construído pelo aluno e não transmitido pelo professor, como ocorre na visão tradicional de ensino. Cabe, pois, ao professor oferecer aos alunos atividades onde os mesmos possam agir, construindo e reconstruindo conceitos e hipóteses, assimilando, acomodando e equilibrando as aprendizagens adquiridas a cerca do mundo que os cercam. O professor precisa elaborar atividades onde ocorram ações sobre os objetos de conhecimento/aprendizagem, não esquecendo, porém de observar o nível de desenvolvimento dos educandos, proporcionando conteúdos pedagógicos proporcionais as suas capacidades cognitivas e lhes oferecendo o suporte e os estímulos necessários para o desenvolvimento de suas capacidades.
2- Para Lev Vygotsky o aprendizado é essencial para o desenvolvimento do ser humano e se dá principalmente através da interação social. Em seus estudos atribuiu ao professor um papel de grande importância, o de impulsionador do desenvolvimento e da aprendizagem. Contudo pensar que impulsionar o desenvolvimento seja descarregar sobre os alunos uma gama de conhecimentos enciclopédicos é um equivoco, a aprendizagem só ocorrerá quando as informações fizerem sentido na vida do educando. Para o estudioso cabe ao professor oferecer aos alunos formas de pensamento, considerando, porém as condições que os mesmos apresentam para assimilá-las.
3-Edgar Morin aborda e critica em seus estudos a tendência de transmitir conhecimentos abstratos em um ensino fragmentado, bem como a perda das noções de multiplicidade e diversidade causadas pela redução dos saberes tradicionais. Para o autor a compartimentação do conhecimento é um dos responsáveis pelo não desenvolvimento pleno do educando, defendendo dessa forma a incorporação dos problemas cotidianos ao currículo e a interligação dos saberes.
4- Paulo Freire afirma que é necessário por fim a educação bancária onde o professor deposita em seus alunos os conhecimentos que possui, o professor precisa sim possibilitar a criação e a construção de conhecimentos, ensinar o aluno a ler o mundo para poder transformá-lo. Um dos pensamentos mais difundidos do autor é o de que ninguém ensina nada para ninguém e as pessoas não aprendem sozinhas.
Embasar nossa prática pedagógica nas idéias acima destacadas é essencial, a meu ver, para assegurar a garantia do processo de ensino e aprendizagem.É incontestável que por trás do trabalho desenvolvido pelos professores estão os reflexos dos estudos e dos pensamentos realizados no decorrer dos séculos, afinal antes mesmo de existirem escolas a educação já era assunto de reflexão.
A escola é um espaço de convivência social, onde vários sujeitos estão inseridos, e, portanto está em constante movimento. São diferentes culturas, diversas idades e crenças, diferentes classes sociais e étnicas, histórias e bagagens de vida de intensidades diversas, convivendo em um ambiente único. É necessário acolher e trabalhar com esse grupo de sujeitos heterogêneo, de forma a possibilitar um caminho onde as diferenças se tornem igualdades na busca de oportunidades de alcance e apropriação do saber universal, sem, contudo, ignorar o conhecimento prévio dos participantes do processo. Acredito que aqui se encontre a chave para a compreensão do ser professor no contexto atual!

domingo, 5 de julho de 2009

A escola dos animais

Certa vez, os animais decidiram que deveriam fazer algo heróico para resolver os problemas de "um mundo novo". Assim, organizaram uma escola.
Adotaram um currículo de atividades que compreendia corrida, alpinismo, natação e vôo. Para ministrar o currículo mais facilmente, todos os animais teriam todas as matérias.
O pato era excelente em natação, na verdade era até melhor que seu instrutor, mas teve apenas notas satisfatórias em vôo e era bem ruim na corrida. Como era lento na corrida, precisou treinar depois das aulas e também abandonar a natação para praticar corrida. Continuou fazendo isso até seus pés palmados ficarem gravemente feridos e passou a ter um aproveitamento apenas regular em natação. Mas como regular era aceitável na escola, ninguém se preocupou com isso, a não ser o próprio pato.
O coelho começou como o melhor da classe em corrida, mas teve um colapso nervoso por causa de tantos treinos de natação.
O esquilo era excelente em alpinismo até ficar frustrado com seu aproveitamento nas aulas de vôo, quando sua professora mandou que partisse do chão para cima, e não do topo da árvore para baixo. Além disso, desenvolveu cãimbras devido a uma estafa e então tirou um C em alpinismo e um D em corrida.
A águia era uma criança problema e foi severamente disciplinada. Na aula de alpinismo, venceu todos os outros em direção ao topo da árvore, mas insistiu em utilizar seu próprio caminho para chegar até lá.
Ao final do ano, uma excepcional enguia que sabia nadar extremamente bem, além de correr, subir e voar um pouco, obteve a melhor média e foi a melhor da turma.
As marmotas ficaram fora da escola e protestaram contra as mensalidades, porque a administração não quis incluir escavação e construção de tocas no currículo. Matricularam seus filhos como aprendizes de um texugo e mais tarde juntaram-se aos porcos-da-terra e aos geômios para fundarem uma bem-sucedida escola particular.
História extraída do livro "Canja de galinha para a alma" de George H. Reavis
Essa história caiu em minhas mãos e a achei bastante interessante, logo, compartilho ela aqui no blog! Gostaria de trocar idéias sobre a moral da história...sobre sua mensagem!!!
E aí colegas...o que vocês pensam a respeito???

terça-feira, 30 de junho de 2009

Portfólios...o que são???

Portfólio é definido como uma coleção de itens (documentos, imagens, dados,...) que revelam, conforme o tempo passa, os diferentes aspectos do crescimento e do desenvolvimento do aluno, do professor, de seu autor.
Seldin (1991) define portfólio como "um documento personalizado que representa os objetivos e os trabalhos específicos de seu autor."
Considerando tais definições, podemos constatar que dois portfólios nunca serão iguais, uma vez que seus autores são diferentes e, assim, suas atividades, suas perspectivas, suas construções, também seram diferenciadas. Mesmo que os príncipios para elaboração e montagem sejam similares.
A avaliação através dos portfólios auxilia a cooperação, o entendimento, individualiza as experiências de aprendizagem, bem como sua evolução; mas principalmente provoca uma mudança na forma como a avaliação é concebida, movimentando as estruturas pré-estabelecidas, afinal "...quem não reflete sobre o que faz, acomoda-se, repete erros e não se mostra profissional." (Zeichner, 1993)
Referências bibliográficas
GRACE, Cathy e SHORES, Elizabeth. Manual do portfólio - Um guia passo a passo para o professor. Porto Alegre, RS: Artmed Editora,2001.
HYPOLITTO, Dinéia. O uso do portfolio, a reflexão e a avaliação. In: Conceitos, Polêmicas e Controvérsias - Ano V.n 19 (nov.1999).

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Haikais inspiradores !!!

Alguns Haikais, construções poéticas de origem japonesa, para inspirar e pensar!!!

Saber é pouco
como é que a água do mar
entra dentro da água de coco?
Paulo Lemiski

tudo dito,
nada feito,
fito e deito.
Paulo Lemiski


Não discuto
com o destino,
o que pintar
eu assino.
Paulo Lemiski


Pra que cara feia?
Na vida,
ninguém paga meia.
Paulo Lemiski


Pintou estrelas no muro
e teve o céu ao
alcance das mãos.
Helena Kolodi